quarta-feira, dezembro 3rd, 2008

A Bienal, que anda tão vazia, hoje receberá roupas. Os estilistas Eduardo Inagaki (Interney?!?) e Fabio Gurjão fazem hoje uma performance para lá de especial. Embaixo da marquise do Parque do Ibirapuera, na porta da Bienal, eles colocarão araras de roupas criadas por eles para que quem passar por lá possa vesti-las.
Tá na dúvida? A foto acima é um exemplo: que tal uma pulseirinha de lego?
Enviado por: Caio Caprioli
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segunda-feira, junho 23rd, 2008
Olha, passear na Bienal em tempos de SPFW não é fácil não. A gente acorda cedo e já fica bolando o look, para tentar ser um pouco moderno, um pouco ousado, um pouco cool, um pouco normal. Daí, duas horas depois de pensar na roupa+sapato+blusa+cintos perfeitos, a gente levanta e vai.
E a partir da hora que a gente chega lá, é indiscutível a sensação. Eu sou ainda sou novato no assunto, mas é engraçado. Toda aquela gente estranha, bem freak, mesmo, misturada no meio de gente normal, de vários jornalistas, de centenas de fotógrafos, todo o glamour dos lounges, todas as celebridades, os brindes… e a credencial de imprensa. Não há nada melhor do que ir na SPFW com uma credencial de imprensa. Ela te dá poder. Ela causa inveja. E, dizem as más línguas, dependendo do nomezinho escrito ali, você é rei. De fato, é.
Pois bem. Começo sábado passeando, subo direto para o lounge da Vogue e pego um energético. No final de semana todo, foram uns 10. Economizei uns R$ 40. Mas perdi o cartão do banco, também. Então tinha que me alimentar de lounge, né? Passeio vai, passeio vem, lounge da Havaiana te dá, claro, um chinelo, lounge da Melissa te dá uma Melissa – com um pouco de sufoco, lounge do iG te dá <strike>rouba</strike> leds brilhantes e felizes com imã, lounge da Oi dá desbloqueio de celular (oi?), lounge do Chic te dá drinks e negócio de fazer drinks bacana, lounge da Natura te dá maquiagem e cerveja e muito mais. A graça fica ser querido, sair de lá com sacolas e se sentir a celebridade da noite.
Nessa temporada, não vi nenhum desfile. De dentro da sala de desfile, mas parei para ver quase todos no telão. Não importa. Eu vi Maísa, a musa do SBT, algum BBB loser que não lembro o nome e a minha musa do verão, Gisele Bündchen, ali, cara a cara comigo (eu aposto que ela sorriu para mim e fez aquele V com a mão olhando fundo nos meus olhos. Eu sou homem brasileiro e ela disse que gostava. Vai que me pega e eu fico rico de euros? – já tenho um euro e meio, pô!). Ela não falou nada com nada na coletiva, mas isso porque os jornalistas não perguntaram nada com nada na coletiva. Enfim.
Lucasof fica na Vogue, tadinho, o tempo todo, com seu wi-fi problemático. A questão é: São Paulo Fashion Week é sinônimos de dias estranhos, onde você não tem certeza de nada, você desconfia de tudo, você acha tudo estranho, incrível, lindo. E quando você sai de lá… você sente falta. Você sente falta das pessoas, das celebridades, das brincadeiras, dos brindes, dos sucos grátis, dos pasteizinhos da sala de imprensa e, principalmente, de alguns momentos especiais. O meu é lá de fora, no restaurante do MAM e em outros tempos, que vale a temporada inteira.
Enviado por: Caio Caprioli
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